O Quartel Eng. Arantes e Oliveira foi a sede da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Salvação Pública e Cruz Branca de Vila Real entre 6 de janeiro de 1967 e 27 de dezembro de 2012, tendo servido durante quase meio século como centro operacional, administrativo e associativo da instituição.
Localizado na Rua D.ª Margarida Chaves, o quartel representou uma importante etapa de modernização da Cruz Branca, substituindo as antigas instalações que já não respondiam às necessidades operacionais da época. A sua inauguração teve lugar em 6 de janeiro de 1967, integrada nas comemorações do aniversário da Associação e contando com a presença do então Ministro das Obras Públicas, Eng.º Arantes e Oliveira.
O edifício recebeu o nome de Eng.º Arantes e Oliveira em homenagem ao ministro que apoiou a concretização da obra e que, ao longo dos anos, manteve uma ligação próxima ao desenvolvimento de Vila Real e do distrito.
Durante os seus 46 anos de atividade, o Quartel Eng. Arantes e Oliveira acolheu o Comando, os serviços administrativos, as áreas operacionais, as garagens das viaturas de socorro, espaços de formação, camaratas e o salão de convívio da Associação. A partir destas instalações foram coordenados milhares de serviços de combate a incêndios, socorro às populações, transporte de doentes e outras missões de proteção e assistência à comunidade.
Nas décadas seguintes, o crescimento do Corpo de Bombeiros e a evolução dos meios operacionais começaram a evidenciar limitações de espaço e funcionalidade. Esta realidade levou a Associação a iniciar, durante a década de 1990, o processo que culminaria na construção do atual Quartel Cmdt. Moraes Serrão.
Em 27 de dezembro de 2012, após a conclusão da transferência para as novas instalações, foi hasteada e arreada, pela última vez, a bandeira da Corporação no Quartel Eng. Arantes e Oliveira, encerrando-se assim um importante capítulo da história da Cruz Branca.
Desde então, o edifício permanece na posse da Associação. No futuro, pretende-se a sua adaptação a um Espaço de Memória, dedicado à preservação e divulgação do património histórico da Associação e do Corpo de Bombeiros, permitindo salvaguardar e valorizar o legado de gerações de bombeiros, dirigentes e associados.

Para os interessados em conhecer mais detalhadamente a história deste edifício e das diferentes sedes e quartéis da Cruz Branca, ao longo dos tempos, recomenda-se a leitura da obra Quartéis e Sedes, da autoria de Paulo Mesquita Guimarães, onde se encontra documentada de forma aprofundada a evolução das instalações da Associação desde o século XIX até à atualidade.